Formação de novos técnicos do ATER Bem Viver consolida atuação da Cooptrasc no Sul do Brasil
- coomunica30
- há 1 dia
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Capacitações realizadas em SC e RS preparam equipes da Cooptrasc para atendimento de mais de 600 famílias

De 6 a 10 de abril de 2026, os técnicos selecionados para o programa ATER Bem Viver Centro-Oeste, Sudeste e Sul II tiveram suas formações nos municípios de Chapecó (SC) e Viamão (RS). Foram 5 dias de uma experiência imersiva na metodologia dinâmica e participativa do programa.
Na Escola Josué de Castro, em Viamão, no Rio Grande do Sul, a engenheira agrônoma Nicol Manuela García González destacou o espaço e a convivência como o ponto alto do curso. Para ela, compartilhar refeições tornou a experiência mais rica e acolhedora, uma vez que as trocas criam vínculos, integram o grupo e favorecem o trabalho em equipe.
“O aprendizado principal foi entender que a família está no centro do ATER. Isso dá mais sentido ao nosso papel, que vai muito além da assistência técnica: passa também pela escuta, pela articulação e intermediação com as famílias para que se alcance a soberania”, afirma González.
A equipe de Viamão também contou com a participação da gestora de Planejamento Estratégico de Programas de ATER da ANATER, Isabel Cristina Lourenço da Silva, que detalhou o plano de trabalho, as etapas e organinicidade do programa.

A experiência da Cooptrasc em Santa Catarina aponta acertos e desafios
Em Chapecó, no campus da UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul), a técnica Luizana Françosi apontou a metodologia da Agência como acertada. Para ela, a prática do sistema SGA (Sistema de Gestão da Anater) já no terceiro dia de curso, trouxe agilidade para o grupo. “As dinâmicas conseguiram reproduzir situações nossas do dia a dia, intercaladas com a aplicação desse material no sistema”.
O próximo passo dos extensionistas agora é mobilizar as entidades parceiras, iniciar a seleção e cadastrar as famílias interessadas em participar do programa. Para a aceitação e cooperação do público, o trabalho de base comunitária é fundamental. Prestar atenção às especificidades do local e de seu povo é tão importante quanto alinhar metodologias e saber aplicá-las. Para garantir um bom atendimento às famílias, a Cooptrasc aposta no trabalho em equipe e na comunidade, pois sabe que o povo trabalha melhor e mais rápido quando unido e organizado.
A experiência de ambos os vales, Itajaí e Caí, com graves calamidades por conta de eventos climáticos extremos, fez o extensionista Leandro Linhares, do município de Presidente Nereu, lembrar da força da união. Nessas regiões, a transição agroecológica se faz ainda mais necessária e urgente, não apenas para a proteção de seus territórios, mas pela sobrevivência e qualidade de vida de seu povo.
Amanda Sandrin, de Pouso Redondo, também no Vale do Itajaí, aposta no potencial da região, já marcada pela agricultura familiar. “Existem muitas experiências com agroecologia, com sistemas agroflorestais e plantio direto de hortaliças. Acho que o projeto pode ter uma abrangência bem grande, porque os agricultores já conhecem essas práticas e estão mais abertos a esse tipo de atividade”, atesta.
Ao todo, os contratos irão atender 630 famílias da agricultura familiar, incluindo assentados da reforma agrária, comunidades indígenas e quilombolas. No Rio Grande do Sul serão atendidas 280 famílias e, em Santa Catarina, o número chega a 365. Haverá muito trabalho pela frente para os futuros técnicos e técnicas da ATER nesses locais ameaçados pelas mudanças climáticas. O êxodo rural é um fato dado, especialmente quando muitos se veem obrigados a abandonar seus territórios diante de chuvas e inundações.
A permanência no campo, especialmente da juventude e das comunidades tradicionais, é uma meta que a cooperativa considera com muita dedicação, e a extensionista Janaína Carrara, de Blumenau, está com o olhar atento para isso: “Queremos apoiar jovens e mulheres a permanecerem no meio rural. A meta é ajudar a acessar políticas públicas, incentivar a produção de alimentos saudáveis e promover o bem-estar no campo”.
Com trabalho em equipe, respeitando a diversidade e a autonomia das comunidades, o programa Ater Bem-Viver vai se aperfeiçoando, expandindo e se consolidando em Santa Catarina, trazendo mais qualidade de vida às pessoas, rumo à soberania alimentar.










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